Esta semana fizemos uma petição pública em favor dos Professores, diante da mão de ferro do Governo do Estado de São Paulo, que, sob a desculpa de aplicar a direita do Capitalismo, quebrou a dignidade do ofício do Magistério da Escolas da Rede Estadual, transformando a docência em trabalho análogo à escravidão.

O que mais ficamos indignados foi com o coração dos professores, porque foram tão surrados, tão maltratados, tão pisados, que parecem anestesiados, já não acreditam que alguma justiça poderia lhes socorrer.
2Senhor, até quando clamarei,
sem me atenderes?
Até quando devo gritar a ti: “Violência!”,
sem me socorreres?
3Por que me fazes ver iniquidades,
quando tu mesmo vês a maldade?
Destruições e prepotência estão à minha frente;
reina a discussão, surge a discórdia (Habacuc, 1, 2-3 – 27º Domingo do Tempo Comum – 05 out. 2025).
O que nos surpreendeu e nos tomou de assalto, é que neste atos de tirania dos senhores governantes feudais, foi que assim como aconteceu com os professores, parte das população em geral já não acredita mais nas instituições, começando pela descrença nos tribunais, depois ao executivo e verdadeiro repúdio ao legislativo.
Diante disso, testemunhamos massas de pessoas desesperançadas, que passam a defender a anarquia intitulada de direitismos, pensando ser o futuro, sem perceberem que estão retroagindo ao ignorarem as fórmulas aplicadas pelos princípios econômicos do Capitalismo puro, que vem destruindo e empobrecendo nações nos últimos trezentos e cinquenta anos.
Com isso, os cidadãos, passam a servir governos que exploram a desesperança, não como meio de melhorar a vida social, mas como fim de como senhores feudais, se enriquecerem por até 3 gerações, ou, até que o céu seja o limite, e serem mantidos politica e financeiramente pelos cidadãos, ora tratados com vassalos.
Mas, pela misericórdia de Deus, como cidadãos somos chamados a nos afastar desses impostores e vigaristas, para permanecermos na Verdade que Ele nos deu, pela sua promessa:
Respondeu-me o Senhor, dizendo:
“Escreve esta visão,
estende seus dizeres sobre tábuas,
para que possa ser lida com facilidade.
3A visão refere-se a um prazo definido,
mas tende para um desfecho, e não falhará;
se demorar, espera,
pois ela virá com certeza, e não tardará.
4Quem não é correto, vai morrer,
mas o justo viverá por sua fé” (Habacuc, 2,2-4 – 27º Domingo do Tempo Comum – 05 out. 2025).
Não podemos, diante da demonização das instituições, explorada como moeda política, por quem quer nos manter seus escravos, institucionalizar a mentira como o novo valor social a ser defendido pelo povo.
Longe disso, aqueles que conservam a Verdade única no coração, são chamados sobretudo, a manterem-se unidos ao sonho de nossos pais, que um dia tiveram uma boa educação, aquela que hoje, muito nos falta agora.
E, por isso, graças a aquela mesma educação, nossos pais conseguiram grandes conquistas que hoje nos beneficiam e, que foram testamentadas a nós, por herança, na nossa Constituição como realização da harmonia do sonho humano, em conjunto com o projeto de Deus para cada um de nós, como rezamos no Invitatório, a Oração das Manhãs.
Não fecheis o coração, ouvi, hoje, a voz de Deus!
1Vinde, exultemos de alegria no Senhor,*
aclamemos o Rochedo que nos salva!
2Ao seu encontro caminhemos com louvores,*
e com cantos de alegria o celebremos! R.
6Vinde adoremos e prostremo-nos por terra,*
e ajoelhemos ante o Deus que nos criou!
7Porque ele é o nosso Deus, nosso Pastor, †
e nós somos o seu povo e seu rebanho,*
as ovelhas que conduz com sua mão. R.
8Oxalá ouvísseis hoje a sua voz:*
“Não fecheis os corações como em Meriba,
9como em Massa, no deserto, aquele dia, †
em que outrora vossos pais me provocaram,*
apesar de terem visto as minhas obras” (Salmo 94 [95] — 27º Domingo do Tempo Comum – 05 out. 2025).
Conclusão
Somos chamados hoje a voltarmos para a Verdade, não aquela que nós manipulamos de acordo com o nosso próprio parecer, mas sim, a Verdade da promessa, que só tem um entendimento, o sim, ou seja, não tem dupla interpretação, porque o que passa do sim, não é da promessa de Deus.
Assim, já não somos mais escravos a perder a nossa dignidade pela manipulação de governantes promíscuos e descompromissados com os deveres reais com o povo, porque acolhemos em nossos corações a promessa verdadeira de um Deus que se importa com cada um de nós, assim, acreditamos que o nosso trabalho não será esquecido por Deus que do jeito como fez com seu povo escravo no Egito, restabelecerá a dignidade e a cidadania a todos nós os homens e mulheres de bens:
Caríssimo:
6Exorto-te a reavivar a chama do dom de Deus
que recebeste pela imposição das minhas mãos.
7Pois Deus não nos deu um espírito de timidez
mas de fortaleza, de amor e sobriedade.
8Não te envergonhes do testemunho de Nosso Senhor
nem de mim, seu prisioneiro,
mas sofre comigo pelo Evangelho,
fortificado pelo poder de Deus.
13Usa um compêndio
das palavras sadias que de mim ouviste em matéria de fé
e de amor em Cristo Jesus.
14Guarda o precioso depósito,
com a ajuda do Espírito Santo que habita em nós (Carta a Timóteo, 1-6-813-14 – 27º Domingo do Tempo Comum – 05 out. 2025).
Neste momento crucial da sobrevivência e subsistência da própria humanidade, nós não podemos escolher o lado da desesperança, ao contrário, devemos como no Invitatório, Exultarmos de Alegria, porque o Senhor nos prometeu e já podemos ver que sua promessa começou a ser cumprida.
Por isso, olhai para o alto e conserve a tua fé, diferentemente do pensamento humano conserve o sonho de restabelecer a dignidade no sentido de permanecer firme no compromisso de nossos trabalhos, mesmos nos vendo tão castigados e injustiçados. Porque o Senhor não esquecerá nenhum de nós e da promessa nos feitas de que cada trabalhador é digno de seu salário:
Naquele tempo,
5os apóstolos disseram ao Senhor:
“Aumenta a nossa fé!”
6O Senhor respondeu:
“Se vós tivésseis fé,
mesmo pequena como um grão de mostarda,
poderíeis dizer a esta amoreira:
‘Arranca-te daqui e planta-te no mar’,
e ela vos obedeceria.
7Se algum de vós tem um empregado
que trabalha a terra ou cuida dos animais,
por acaso vai dizer-lhe, quando ele volta do campo:
‘Vem depressa para a mesa?’
8Pelo contrário, não vai dizer ao empregado:
‘Prepara-me o jantar, cinge-te e serve-me,
enquanto eu como e bebo;
depois disso tu poderás comer e beber?’
9Será que vai agradecer ao empregado,
porque fez o que lhe havia mandado?
10Assim também vós:
quando tiverdes feito tudo o que vos mandaram,
dizei:
‘Somos servos inúteis;
fizemos o que devíamos fazer’ “ (Lucas 17,5-10 – 27º Domingo do Tempo Comum – 05 out. 2025).
A Alegria do Senhor é a nossa força, guarde a Verdade de Deus que é única, em teu coração e você se surpreenderá com as maravilhas que ele faz por você. Não pare de sonhar, não pare de pensar na glória que virá, como cantou Fleetwood Mac em “Don’t Stop”.
