Era o final do ano de 1994, um pai, estava iniciando a carreira de advogado, mal conseguia pagar a hipoteca da casa e o aluguel do escritório, com duas filhas, uma ainda mamando na mamadeira, e já era tardezinha, quando a mãe ligou no escritório avisando que o leite estava acabando, e que ao final do expediente o pai não podia esquecer de comprar uma lata de leite em pó.
O pai preocupado, olhou na carteira, e viu que não tinha dinheiro nem para o ônibus de volta, então olhou em seus arquivos entre os 2 e 3 processos que tinha, e selecionou uma cliente. Era uma viúva que havia lhe contratado para fazer um inventário.
Seguiu até a casa dela determinando a pedir um adiantamento para que pelo menos conseguisse comprar uma lata de leite.
Sentindo a enorme dor de fracasso e humilhação, ao tocar a campainha, sentiu o calor do coração daquela viúva lhe acolhendo com tanta dignidade e alegria, lhe convidando para entrar, levando-o para sua sala de estar e ali conversando agradavelmente.
Derrepente ela disse: “Ah espera um minutinho, vou por água para fazer um café”, nos 30 segundo de silêncio seguinte, uma voz forte falou ao coração do pai, pois só ele ouvia, e lhe disse. – Não fale de dinheiro.
O pai atônito disse, mas, foi para isso que vim, como não falar de dinheiro? E desconsiderou aquilo, momento em que a viúva voltou da cozinha e continuaram a conversa, até que a água ficou no ponto para passar o café, e ela novamente voltou para a cozinha.
E, também, novamente, a voz forte fez de novo a advertência ao pai: – não fale de dinheiro.
O pai então respondeu; – eu vim para levantar meios de comprar leite para minha filhinha, que não tem mais mamadeira para mamar, e, eu preciso falar de dinheiro, mas, porque eu confio em Ti, ó meu Senhor, então eu não falarei de dinheiro.
Em seguida foram para a copa, e la continuaram a conversa de amigos tomando café. Terminado voltou para a casa a pé, pensando, não posso falar isso para a mãe, ela não me entederia.
Em seguida, caminhando pela rua segui pensando em como achar outra solução, quando chegou em casa depois de uns 30 minutos de caminhada, perguntou para a mãe: – E o leite, já acabou? Ela disse: – não…, dá para hoje. Uma sensação de alívio envolveu seu coração.
No dia seguinte saiu cedo, e chegando ao seu escritório recebeu uma mensagem de pagamento. Correu ao banco que abria as 10:00 horas, recebeu, e correu para o supermercado, fez as compras necessárias e chegou em casa às 11:00 horas com a sensação que a sua filhinha deveria estar aos gritos de fome.
Ao abrir o portão a primeira coisa que perguntou para mãe foi: – E o leite, ela conseguiu mamar hoje, e ela lhe respondeu: – estranho… o leite era para ter acabado ontem à tarde, e até agora já fiz mais de 5 mamadeiras e o leite não acaba. Então o pai se recordou da Palavra do Senhor narrada no livro dos Reis, quando Elias visita a viúva de Serepta
7Algum tempo depois, o córrego secou, porque não tinha chovido na região.8Então o Senhor dirigiu a palavra a Elias: 9‘‘Levante-se, vá para Sarepta, que pertence à região de Sidônia, e fique morando aí. Porque eu ordenei a uma viúva que dê comida para você”.

10Elias se levantou e foi para Sarepta. Chegando à porta da cidade, encontrou uma viúva que estava recolhendo lenha. Elias a chamou e disse: “Por favor! Traga-me um pouco de água no seu balde para eu beber”. 11Quando a mulher já estava indo buscar água, Elias gritou para ela: “Traga-me também um pedaço de pão”. 12Ela respondeu: “Pela vida do Senhor, o seu Deus, não tenho nenhum pão feito; tenho apenas um pouco de farinha numa vasilha e um pouco de azeite na jarra. Estou ajuntando uns gravetos para preparar esse resto para mim e meu filho. Depois, vamos comer e ficar esperando a morte”. 13Mas Elias lhe disse: “Não tenha medo! Vá e faça o que está dizendo. Mas primeiro prepare um pãozinho com o que você tem e traga para mim. Só depois você prepara um pão para você e seu filho. 14Pois assim diz o Senhor, Deus de Israel: A vasilha de farinha não ficará vazia e a jarra de azeite não se esgotará, até o dia em que Senhor mandar chuva sobre a terra”.15A mulher foi fazer o que Elias tinha mandado. E comeram, tanto ele como também ela e o filho, durante muito tempo. 16A vasilha de farinha não se esvaziou e a jarra de azeite não se esgotou, como o Senhor tinha anunciado por meio de Elias (1 Reis, 17, 7-16)
Conclusão
Temos de aprender a compreender que a vivência da Palavra de Deus, implica confiar e esperar em Deus, mas isso, não significa orar e esperar que as coisas acontecam, antes de tudo precisa de uma atitude de resposta à Palavra que nos vem, aqui no caso precisou que o pai aprendesse a obedecer ao que Deus lhe pedia naquele momento, que para nós pela lógica humana parecia loucura. Isso significa não é apenas orar e esperar, mas sim, orar e agir conforme Deus te orienta pela Sabedoria. É assim que fazemos a nossa parte sem ficar de braços cruzados esperando que Deus resolva tudo.
Este experiência da vivência da Palavra aconteceu nos meses finais do ano de 1994, na Comunidade Matriz da Paróquia Sagrado Coração de Jesus de Taubaté, cujo Pároco era o Padre Léo Heck, scj, e o Vigário, o Padre Moacir Pedrini, scj.
